- Em 2022, foi a vez dos povos e comunidades tradicionais.
- Em 2023, o tema foi a invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres.
- Em 2024, a proposta foi sobre a herança africana no Brasil.
- Introdução: Comece com uma contextualização sobre a ética do cuidado de pensadores como Michel Foucault, para argumentar que a sociedade moderna falha em cuidar de seus membros mais vulneráveis. A tese pode focar em duas causas: a invisibilidade das pessoas com deficiência na sociedade e a inaplicabilidade da legislação.
- Desenvolvimento 1: Aborde a invisibilidade social. Use a Sociologia para explicar como a falta de representatividade na mídia e a marginalização em espaços públicos reforçam a ideia de que a pessoa com deficiência não faz parte da vida social. Você pode citar a segregação espacial, que cria barreiras para a convivência e o reconhecimento.
- Desenvolvimento 2: Fale sobre a inaplicabilidade da legislação. Argumente que, apesar de leis como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), a aplicação é falha. Cite a falta de acessibilidade em transportes, escolas e ambientes de trabalho, o que se conecta à Ciência Política, criticando a inércia do Estado em garantir os direitos previstos em lei.
- Conclusão: Proponha a criação de um programa nacional de acessibilidade (ação), que envolva o Ministério da Infraestrutura e o Ministério da Educação (agentes). A finalidade seria garantir o cumprimento das leis existentes, assegurando o acesso de fato e a conscientização sobre a importância da diversidade humana.
- Introdução: Comece com a Constituição Federal de 1988, que garante a laicidade do Estado e a liberdade de culto em seu Artigo 5º, inciso VI, para mostrar a contradição entre a lei e a realidade. A tese pode ser sobre as raízes históricas da intolerância e a falta de conhecimento sobre as diversas religiões.
Desenvolvimento 1: Fale sobre a raiz histórica da intolerância. Use a Antropologia para abordar o etnocentrismo, a visão que considera a própria religião superior. Argumente que, no Brasil, a intolerância se manifesta principalmente contra as religiões de matriz africana, que foram marginalizadas desde o período colonial, e que a legislação de combate à intolerância (como a Lei do Racismo, nº 7.716/1989) precisa ser aplicada com mais rigor.
Desenvolvimento 2: Aborde a falta de conhecimento e a educação. Critique o fato de que a educação religiosa, quando existe, é muitas vezes superficial ou tendenciosa, sem abordar o relativismo cultural. Fale sobre o papel da mídia em perpetuar estereótipos negativos sobre certas religiões.
Conclusão: Sugira a criação de uma campanha nacional de conscientização (ação) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (agente), com o apoio do Ministério da Educação (agente). A finalidade seria promover o respeito e a valorização da diversidade religiosa, conforme os princípios constitucionais.
Introdução: Comece com uma referência à Sociedade do Espetáculo de Guy Debord, argumentando que a busca incessante por aprovação nas redes sociais gera ansiedade e depressão. A tese pode focar na pressão social e na ausência de políticas públicas que abordem a questão.
Desenvolvimento 1: Discuta a pressão social. Conecte a busca por perfeição nas redes sociais à falta de autoestima e ao isolamento. Argumente que a cultura do cancelamento e o ciberbullying criam um ambiente tóxico que afeta diretamente a saúde mental dos jovens.
Desenvolvimento 2: Aborde a ausência de políticas públicas. Fale sobre a falta de acesso a serviços de saúde mental e o estigma em torno das doenças psicológicas. Critique a ausência de programas de prevenção nas escolas e em outros espaços frequentados pela juventude, ignorando o que a Lei nº 13.935/2019 prevê sobre a presença de psicólogos nas redes de ensino público.
Conclusão: Proponha a implementação de um programa de apoio psicológico nas escolas (ação) pelo Ministério da Educação (agente), com a contratação de psicólogos e psicopedagogos (meio). A finalidade seria garantir o acesso ao tratamento e a prevenção de transtornos mentais, em consonância com as leis que já existem.
Este é um tema que se encaixa perfeitamente na lógica de desafios do ENEM. Ele exige uma análise científica, social e política do problema.
Introdução: Comece com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que incluiu o "Transtorno de Jogo" (Gaming Disorder) como uma doença mental em sua Classificação Internacional de Doenças (CID-11). A tese pode focar na busca por pertencimento em comunidades virtuais e na ausência de políticas públicas para tratar o problema.
Desenvolvimento 1: Aborde a busca por pertencimento. Use a Sociologia para explicar como a modernidade líquida de Zygmunt Bauman, com suas relações superficiais, leva os indivíduos a buscarem nas comunidades de jogos um senso de pertencimento e identidade que não encontram no mundo real.
Desenvolvimento 2: Fale sobre a ausência de políticas públicas. Argumente que, apesar da classificação da OMS, o Brasil ainda não tem programas específicos de prevenção e tratamento para o vício em jogos. Critique a falta de apoio psicológico especializado e a necessidade de o Estado, conforme o Artigo 196 da Constituição Federal, garantir a saúde de todos os cidadãos, o que inclui a saúde mental.
Conclusão: Proponha a criação de uma rede de apoio psicológico especializada (ação) pelo Ministério da Saúde (agente), em parceria com o Ministério da Educação (agente). A finalidade seria oferecer tratamento gratuito para o vício em jogos e conscientizar a sociedade sobre a seriedade do problema.
Este é o meu palpite mais forte para o ENEM 2025. Este é um tema de extrema relevância e que aborda uma das maiores invisibilidades sociais do Brasil: a do ex-detento.
Introdução: Inicie com o princípio da dignidade da pessoa humana, presente no Artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, para argumentar que a sociedade falha em garantir a reinserção de quem já cumpriu sua pena. A tese pode focar no estigma social e na falta de políticas públicas de ressocialização.
Desenvolvimento 1: Aborde o estigma social. Use a Sociologia para explicar como o preconceito impede a pessoa egressa de obter empregos e de se reconectar com a sociedade, reforçando o ciclo da criminalidade.
Desenvolvimento 2: Fale sobre a falta de políticas públicas. Critique a ineficácia do sistema prisional em cumprir o que a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) prevê sobre a ressocialização. Argumente que a ausência de programas de qualificação profissional e de acompanhamento psicológico no pós-cárcere inviabiliza a reintegração.
Conclusão: Proponha a criação de um programa nacional de reinserção social (ação) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério do Trabalho e Emprego (agentes). A finalidade seria oferecer qualificação profissional e parcerias com empresas, a fim de garantir uma segunda chance e combater a reincidência criminal.

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