A Ministra, a Literatura e a sua Redação do Enem

 


Por que ler é a chave para a sua redação do Enem?

Você já se perguntou qual a relação entre o voto de uma ministra do Supremo Tribunal Federal e a sua redação do Enem? A resposta é: a leitura. Recentemente, a ministra Cármen Lúcia utilizou referências literárias em seu voto, um ato que, embora incomum no rigor jurídico, demonstra a importância da literatura para a construção de um pensamento crítico e de um argumento sólido.

Este artigo é um convite para você entender por que ler vai muito além de ter repertório. É uma ferramenta para o encadeamento das ideias e para a formação de um olhar analítico sobre o mundo, algo essencial para a sua nota 1000.

A Leitura como Argumento e Reflexão

Cármen Lúcia citou três obras principais em seu voto, cada uma com uma função específica. Analisá-las nos mostra como a leitura pode enriquecer a sua escrita.

1. O Poema de Affonso Romano de Sant'Anna: a crítica social

A ministra iniciou seu voto com trechos do poema "Que País é Este?", de Affonso Romano de Sant'Anna. O poema, escrito em 1980, é uma crítica contundente às contradições históricas do Brasil.

  • O que nos ensina? A literatura, em sua essência, é uma forma de reflexão sobre a sociedade. Usar uma obra como essa em sua redação, por exemplo, em um tema sobre desafios históricos, mostra que você é capaz de ir além do óbvio. O poema se torna uma prova de que a nossa história é cíclica, cheia de rupturas e de um "Brasil que dói", como a ministra citou.

2. A Reflexão de Victor Hugo: a ética e a moralidade

Cármen Lúcia parafraseou o francês Victor Hugo, autor de "Os Miseráveis", ao citar a obra "História de um Crime". A frase "o mal feito para o bem continua sendo mal" foi usada para defender a ética e a legalidade.

  • O que nos ensina? A filosofia e a literatura clássica são um arsenal para sustentar argumentos de ordem moral e ética. Em sua redação, você pode usar uma frase de um filósofo ou escritor para mostrar a sua visão de mundo e dar um peso intelectual à sua tese. Essa estratégia é uma demonstração de maturidade argumentativa.

3. A Sabedoria de Maquiavel: o poder e a realidade

A ministra também fez uma referência a Nicolau Maquiavel, o filósofo político italiano, ao mencionar que "chegar ao poder é fácil, se manter nele é difícil".

  • O que nos ensina? A leitura de clássicos, mesmo que de forma superficial, oferece o arcabouço para você analisar temas de poder e política. Citar Maquiavel em uma redação sobre a democracia ou sobre a estabilidade política mostra que você compreende a complexidade do tema, sem se limitar a opiniões genéricas.

Leitura: a chave para o encadeamento das ideias

O ato de ler é um exercício para o cérebro. Ele te ensina a:

  • Organizar informações: A leitura de textos complexos ajuda a treinar a sua mente para organizar ideias, algo fundamental para a Competência 3 da redação.

  • Expandir o vocabulário: A leitura te expõe a novas palavras e construções de frase, o que eleva a qualidade da sua escrita (e a sua nota na Competência 1).

  • Construir repertório produtivo: Em vez de apenas citar um dado, você pode usar uma obra literária ou filosófica para contextualizar o problema, tornando a sua argumentação mais sólida e original (e elevando a sua nota na Competência 2).

A ministra Cármen Lúcia, ao utilizar a literatura, mostrou que o conhecimento vai além da sua área de atuação. É por isso que o Enem valoriza a leitura: ela te prepara não apenas para a prova, mas para ser um cidadão capaz de fazer análises profundas sobre a realidade.

SAIBA MAIS: As referências literárias no voto de Cármen Lúcia pela condenação de Bolsonaro.

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