Alerta ENEM: O Inimigo Silencioso da sua Nota 1000

 


Alerta ENEM: O Inimigo Silencioso da sua Nota 1000

A Competência 2 da redação do ENEM cobra que o participante demonstre domínio do tema e utilize repertório sociocultural produtivo. A palavra-chave aqui é produtivo.

A Cartilha do Participante emite um alerta claro: o uso de "repertório de bolso" – aquelas citações decoradas, genéricas e prontas para qualquer tema – é um dos maiores erros que penalizam a sua nota.

Mas, afinal, o que é o repertório de bolso e por que ele é tão perigoso?

O que é Repertório de Bolso?

O repertório de bolso é uma referência (citação, filósofo, fato histórico) que o estudante decora com a intenção de usá-la em qualquer tema, independentemente da articulação lógica com a tese.

Exemplos Clássicos de Bolso:

  1. "Segundo o filósofo grego Aristóteles..." (usado sem citar a obra ou o conceito específico).

  2. "Como dizia Zygmunt Bauman, na modernidade líquida..." (usado em temas que não envolvem superficialidade ou relações efêmeras).

  3. "A Constituição Federal de 1988 garante..." (usado de forma vaga, sem citar o artigo ou o direito específico).

A citação em si não é o problema; o problema é a desarticulação.

O Perigo: Por que a Cartilha penaliza o Repertório de Bolso?

O corretor não quer ver o que você decorou, mas sim como você usa o conhecimento para analisar a realidade. O repertório de bolso leva à penalização por três motivos centrais da C2:

1. Falha na Pertinência e na Articulação

A Cartilha exige que o repertório seja legítimo, pertinente ao tema e articulado de forma produtiva.

  • O que acontece: O repertório de bolso é inserido no texto de forma forçada. Ele não dialoga com a tese, não explica o argumento e parece um "enxerto" alheio à discussão. O corretor nota que a referência é apenas decorativa, e não analítica.

2. Ausência de Autoria e Domínio do Tema

O repertório deve demonstrar que o participante tem "autoria", ou seja, que ele domina o assunto e consegue aplicá-lo com originalidade.

  • O que acontece: O uso de citações genéricas sinaliza para o avaliador que o estudante não compreendeu a profundidade do tema, recorrendo a muletas intelectuais. Isso indica domínio precário da proposta e do repertório.

3. Risco de Tangenciamento ou Fuga ao Tema

Em alguns casos, o esforço para encaixar uma citação decorada pode desviar o estudante do foco principal da proposta.

  • O que acontece: Se você gasta muito tempo tentando forçar uma citação de "sociedade líquida" em um tema sobre saneamento básico, você corre o risco de fugir do recorte temático exigido, penalizando não apenas a C2, mas também a C3 e a C5.

A Solução: Transforme o Repertório de Bolso em Repertório Produtivo

Para gabaritar a C2, a estratégia é simples: pense em conceitos, e não em citações.

Repertório de Bolso (Geral)Repertório Produtivo (Focado e Específico)
Aristóteles fala que a política é
a ciência mais importante.
A ética aristotélica, ao pregar a vida em sociedade para o bem comum, revela que a falha do Estado em garantir [o direito X] é uma quebra do contrato social.
Bauman fala de modernidade líquida.O conceito de modernidade líquida de Bauman é pertinente para explicar a superficialidade das relações virtuais e o isolamento social, agravando [o problema do tema].
A Constituição de 1988 garante os direitos.O Artigo 6º da Constituição Federal, ao garantir o direito social à saúde/educação/moradia, contrasta com a realidade do problema, configurando uma inaplicabilidade da lei (C5).

Seu Lema C2: Use o conhecimento para explicar a causa do problema ou fundamentar a sua tese. Se o repertório não tiver uma função clara no seu argumento, retire-o. A originalidade está na aplicação, e não na citação.

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