Artigo 13/15: A Condição Humana e a Morte: As Reflexões Existenciais e o Tratamento Social da Morte (Dica UERJ: Antropologia Filosófica)

 


Artigo 13/15: A Condição Humana e a Morte: As Reflexões Existenciais e o Tratamento Social da Morte (Dica UERJ: Antropologia Filosófica)

E aí, galera da UERJ! Vamos para a cena que define Hamlet como uma tragédia atemporal: o cemitério. Ali, ele segura o crânio de Yorick, o bobo da corte que ele conheceu na infância. Não é só um momento poético; é uma aula de Filosofia e Antropologia sobre a nossa finitude.

A Tese: A Igualdade Radical da Morte

Ao contemplar o crânio, Hamlet percebe que a morte é o nivelador universal. Não importa se Yorick era um palhaço ou se Alexandre, o Grande, era um conquistador; no final, todos viram pó e, literalmente, viram terra. A morte dissolve as hierarquias sociais e os títulos de nobreza.

A pergunta polêmica para sua redação pode ser: A consciência da finitude humana (a morte) é capaz de gerar uma ética mais justa e igualitária na sociedade, ou a vida é vivida sob a ilusão de que as hierarquias persistem?

Análise Literária: Do Rei ao Mendigo

A reflexão de Hamlet é brutalmente direta: o Rei, que dominava o poder, está reduzido a um resto que pode servir para "tapar um buraco de barril". A vida e o poder são, no fim, fúteis.

Essa cena não tem a hesitação do "Ser ou Não Ser"; ela tem a certeza amarga de que tudo acaba. É um choque de realidade que o prepara para a ação final, pois se a vida é tão curta e o poder é tão efêmero, a vingança se torna menos um ato de honra e mais um acerto de contas inevitável.

  • Ponto Chave (A Ética da Morte): A lembrança da morte (a memento mori) deve nos levar a viver de forma mais justa e humilde, pois o poder e a riqueza são temporários.

  • Contraponto (A Negação da Morte): Apesar da certeza, a maioria das pessoas (Cláudio, Gertrudes) vive em negação, obcecadas por poder e prazer imediato, provando que a ambição é mais forte que a reflexão sobre a finitude.

Conectando com a Filosofia e a Antropologia (Repertório Pesa!)

Aqui, vamos mergulhar nas áreas que estudam o sentido da vida e da morte.

Antropologia: Os Ritos e a Cultura da Morte

  • Conceito-Chave: Cultura da Morte e Ritos Funerários: A Antropologia estuda como diferentes sociedades lidam com a morte. O rito (o funeral) serve para dar significado social e separar o mundo dos vivos e dos mortos.

    • O funeral de Ofélia, em Hamlet, é questionado e quase negado pelo coveiro, mostrando a falência do rito e a desordem social.

  • Aplicação na Redação: Você pode argumentar que a reflexão de Hamlet sobre o crânio é uma crítica aos rituais vazios da corte. Ele enxerga a morte em sua forma mais nua (o osso), despidas de rituais ou significados religiosos.

Filosofia: Existencialismo e Absurdo

  • Conceito-Chave: O Absurdo (Albert Camus): O Absurdo é o confronto entre a nossa necessidade humana de encontrar sentido e o silêncio sem sentido do universo.

  • Aplicação na Redação: Diga que Hamlet antecipa o Absurdo. A visão do crânio mostra que toda a luta pelo trono e o amor é, no fundo, sem sentido, pois a morte é o destino final e inegociável. A busca por vingança, vista sob a perspectiva do Absurdo, torna-se um ato heroico ou desesperado em um universo indiferente.

Resumo Rápido para a Redação UERJ

Tese Forte: A cena do cemitério em Hamlet utiliza a morte como um nivelador social (Antropologia Filosófica), expondo a futilidade das hierarquias e ambições de poder. Embora a reflexão sobre a finitude (o Absurdo) deva gerar uma ética mais justa, a tragédia demonstra que a negação da morte é o que move a maioria das ações políticas e sociais.

Repertório para Brilhar: Citar o conceito de Memento Mori (lembre-se que você vai morrer) e Camus (O Absurdo).


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