Artigo 14/15: O Subtexto Político: Hamlet como Crítica à Instabilidade da Monarquia Absolutista e as Transições de Regime (Dica UERJ: Ciência Política)

 


Artigo 14/15: O Subtexto Político: Hamlet como Crítica à Instabilidade da Monarquia Absolutista e as Transições de Regime (Dica UERJ: Ciência Política)

E aí, galera! Muita gente vê Hamlet só como um drama familiar e filosófico, mas a UERJ quer que você enxergue o XADREZ POLÍTICO por trás do palco. A peça é uma crítica feroz ao sistema de governo da época: a Monarquia Absolutista.

A Tese: O Poder Pessoal e a Fragilidade do Estado

A tragédia não é só de Hamlet, é da Dinamarca. O que causa o caos? O fato de o poder estar concentrado em uma única pessoa (o Rei). Quando o Rei morre de forma violenta, a estrutura inteira desmorona. A crise é imediata, porque o poder é pessoal, e não institucional.

O crime de Cláudio e a vingança de Hamlet não são atos isolados; são o resultado da fragilidade do Estado absolutista, onde a sucessão é baseada no sangue e na força, e não em instituições sólidas.

A pergunta polêmica para sua redação pode ser: A excessiva personalização do poder em uma única figura (seja um monarca, um líder autocrático ou um presidente forte) é inerentemente um risco à estabilidade e à saúde democrática de um país?

Análise Literária: O Reino em Ruínas

  • O Primeiro Sinal: O Fantasma não é só um sinal de crime; é um sinal de instabilidade política (lembrem-se do Artigo 4). O reino está vulnerável à guerra (ameaça de Fortinbrás) e à desordem interna.

  • A Consequência da Pessoalidade: A corte morre inteira no final. Isso mostra que, quando o poder não está nas instituições (leis, parlamentos), mas no corpo do líder, a morte ou a corrupção desse corpo leva à morte do próprio Estado.

  • Ponto Chave (A Crítica Política): Shakespeare (e a peça) critica a dependência de um único líder. A ausência de mecanismos transparentes de sucessão e controle leva ao assassinato e à tirania de Cláudio.

  • Contraponto (A Necessidade do Líder): Alguns podem argumentar que, em tempos de crise (como a ameaça de guerra com a Noruega/Fortinbrás), a rapidez e a força de um líder único (como Cláudio, mesmo que criminoso) são necessárias para evitar o colapso total.

Conectando com a Ciência Política (Repertório Pesa!)

Este artigo é um festival de conceitos de Ciência Política, essenciais para a UERJ.

Ciência Política: O Risco do Absolutismo

  • Conceito-Chave: Formas de Governo (Monarquia Absolutista): Neste sistema, o poder do rei é ilimitado. A tragédia em Hamlet expõe o grande risco desse modelo: não há checks and balances (freios e contrapesos).

  • Aplicação na Redação: Diga que Hamlet é um manual sobre a fragilidade do poder pessoal. A falta de instituições de controle permite que um criminoso como Cláudio ascenda e governe sem resistência até ser confrontado pela vingança individual de Hamlet.

Transição de Regime e Descontinuidade

  • Conceito-Chave: Transição de Regime e Instabilidade (Ciência Política Contemporânea): A peça ilustra como a transição de poder, quando não regulamentada ou democrática, é um momento de extrema fragilidade social.

  • Aplicação na Redação: Você pode comparar a crise de sucessão em Dinamarca com crises políticas modernas em países que dependem excessivamente da figura de um líder carismático ou autoritário. A lição é que a instituição (a lei, a regra) deve ser mais forte que o indivíduo.

Resumo Rápido para a Redação UERJ

Tese Forte: Hamlet funciona como uma crítica atemporal (Ciência Política) à Monarquia Absolutista, expondo como a personalização extrema do poder leva à instabilidade e à violência. O colapso total do reino prova que a ausência de instituições sólidas de controle e sucessão é um risco estrutural que ameaça qualquer forma de governo.

Repertório para Brilhar: Citar o conceito de Monarquia Absolutista e o risco da Concentração de Poder.


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