GABARITO ESTRATÉGICO ENEM 2025!: Sua análise completa para o 1000.
Os textos motivadores fornecem dados estatísticos, conceitos e visões de mundo essenciais. Eles limitam o tema e dão as "pistas" do que a banca espera na sua argumentação.
| Texto Motivador | Informação Principal | Sugestão de Uso na Redação (C2/C3) |
| Texto I (Dados Demográficos) | Crescimento Acelerado: Em 2022, 10,9% da população tinha 65+ anos; a previsão é 24% até 2045. A população jovem (até 14 anos) caiu. | Contextualização e Tese: Use esses dados na Introdução para contextualizar a Transição Demográfica e a inversão da pirâmide etária. É o dado que justifica a urgência do tema. |
| Texto II (Símbolo Social) | Estigma e Imagem: Mostra a iniciativa de mudar o pictograma do idoso (bengala) para um símbolo que sugere movimento e vitalidade (60+). | Argumento D2 (Etarismo): Use para introduzir a discussão sobre o Etarismo (preconceito contra a idade) e a Violência Simbólica (Bourdieu), que desvalorizam o idoso na sociedade. |
| Texto III (Conceito de Velhice) | Velhice como Liberdade: Cita Rita Lee e a ideia de que a velhice não é sinônimo de "mero encaminhamento para o fim", mas sim de liberdade e vivência plena. | Contra-Argumento/Proposta de Intervenção: Use essa perspectiva para reforçar a Finalidade da sua Proposta (C5): garantir um envelhecimento ativo e digno, combatendo a visão fatalista. |
| Texto IV (Economia e Sustento) | Contribuição Econômica: Idosos mantêm 34% dos domicílios sozinhos e contribuem para 28% do sustento. | Argumento D2 (Exclusão Produtiva): Use esses dados para refutar o estereótipo do idoso "improdutivo" (o etarismo). Argumente que, apesar de contribuírem, eles são desvalorizados e excluídos do mercado de trabalho. |
| Texto V (Exclusão Social) | Oportunidades Negadas: A personagem D. Maria Rita, que viveu muito, mas nunca passou da cabeça (não teve oportunidade de realizar sonhos). | Argumento D1 (Falha Estrutural): Use como um exemplo de como a Falha do Estado e a falta de oportunidades ao longo da vida (educação, cultura) se acumulam, impedindo o envelhecimento ativo e a realização pessoal. |
| Texto VI (Dignidade e Direitos) | Qualidade de Vida e Direitos: A questão da longevidade e a importância da "qualidade de vida" versus a mera "duração da vida". | Direitos Humanos (C5): Use este texto para amarrar sua Proposta de Intervenção. A ação do Estado deve visar a dignidade e a qualidade de vida, indo além da simples assistência básica. |
Como Produzir o Texto Estratégico (Seguindo a Cartilha do ENEM)
1. Evitando o Tangenciamento (C2)
Foco no Recorte: Não fale apenas sobre o aumento da população idosa. Fale sobre as "Perspectivas" (os desafios e as visões) que a sociedade brasileira tem sobre esse fenômeno.
Use os Dados, mas Avance: Os dados do Texto I são obrigatórios para a contextualização, mas sua argumentação deve ir além, usando os conceitos de Etarismo (Texto II e III) e Exclusão (Texto V).
2. Projeto de Texto Coerente (C3)
O seu projeto deve refletir a Tese Sugerida (Falha Estrutural + Etarismo).
D1 - Crise Estrutural: Use os dados do Texto I e Texto IV para argumentar sobre a pressão sobre a Previdência e a Saúde (Falha do Estado em adaptar a infraestrutura).
D2 - Etarismo e Exclusão: Use o Texto II (mudança de símbolo) e o Texto V (falta de oportunidades) para argumentar sobre o Etarismo e a marginalização social/digital do idoso.
3. Proposta de Intervenção Completa (C5)
Sua proposta deve resolver as duas causas e se basear nos Direitos Humanos (Texto VI).
Ação Estrutural: O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Previdência Social, deve criar um Plano Nacional de Adaptação Geriátrica.
Modo/Meio: Isso deve ser feito por meio da revisão dos protocolos do SUS, destinando verbas para a abertura de Centros de Atenção Geriátrica (CAGs) regionais e focando na medicina preventiva.
Ação Social: Concomitantemente, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) deve lançar uma Campanha Nacional de Combate ao Etarismo e Inclusão Social.
Detalhamento (+1): A campanha deve incluir a promoção de oficinas de tecnologia intergeracionais em centros comunitários, onde jovens ensinam idosos a usar plataformas digitais, para integrar o idoso ao mundo tecnológico e garantir a qualidade de vida (Texto VI). Assim, o Brasil poderá construir um futuro onde o envelhecimento seja, de fato, uma perspectiva digna e ativa.
4. Modelo de Redação ENEM 2025:
Segue o modelo de redação para o tema "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira", escrito de forma coesa e concisa, dentro do limite de 30 linhas, conforme o padrão ENEM.
O Brasil, em decorrência da transição demográfica, vivencia a acelerada inversão da pirâmide etária, transformando o envelhecimento em um dos maiores desafios sociais do século XXI. Contudo, o Estado falha em acompanhar essa mudança. A inércia estatal em adaptar a infraestrutura, aliada à persistência do etarismo na cultura, impõe graves obstáculos à dignidade e ao pleno envelhecimento da população, exigindo planejamento imediato.
Sob esse viés, a crise é um reflexo da falha estrutural do Estado em proteger direitos. O Artigo 6º da Constituição Federal garante a saúde e a previdência, mas o rápido aumento da população idosa pressiona o SUS e o sistema previdenciário a limites insustentáveis. Com a maior demanda por cuidados prolongados, o SUS revela seu despreparo em oferecer atendimento especializado em geriatria e medicina preventiva. Ademais, a falta de adaptação das cidades à acessibilidade também contribui para a vulnerabilidade, configurando uma omissão do Poder Público.
Além disso, o problema é intensificado pelo etarismo, preconceito enraizado que marginaliza a pessoa idosa. Essa discriminação, alicerçada na valorização excessiva da juventude e da produtividade, configura um quadro de Violência Simbólica, conceito de Pierre Bourdieu. Nesse sentido, o sistema desvaloriza o capital cultural e a experiência do idoso em favor do dinamismo juvenil, o que resulta diretamente na exclusão digital e na dificuldade de reinserção no mercado de trabalho. Essa imposição cultural impede o idoso de exercer sua participação plena, restringindo sua autonomia e frustrando a vivência digna na velhice.
Portanto, medidas estruturais e culturais são urgentes. O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Previdência Social, deve criar um Plano Nacional de Adaptação Geriátrica. Isso deve ser feito pela revisão dos protocolos do SUS e destinação de verbas para a abertura de Centros de Atenção Geriátrica (CAGs). Concomitantemente, o Ministério dos Direitos Humanos (MDHC) deve lançar uma Campanha Nacional de Combate ao Etarismo e Inclusão Social. Essa campanha deve promover oficinas de tecnologia intergeracionais em centros comunitários, onde jovens ensinam idosos a usar plataformas digitais. Assim, o Brasil construirá um futuro onde o envelhecimento seja uma perspectiva digna e ativa.
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